a lua do Santo Jorge
água de Oxum clareou
cadê meu amor? que foi no vapor
nas águas Oxum menina se enfeitou
São Jorge acendeu a lua e clareou
clareou, clareou
as almas de luz a lua clareou
clareou, clareou
São Jorge acendeu a lua e clareou
- meu amor foi buscar a viola
que deixou no penhor do quintadeiro
acabou a batida de graviola
o barril de licor de carambola
tá meeiro!
se meu amor demorar, não sei o que será sinhá!
desse samba no terreiro
se meu amor demorar, não sei o que será sinhá!
desse samba no terreiro (clareou)
- não precisa ascender a fogueira
nem secar o gás do candeeiro
candiá de São Jorge alumiou, alumiou
bota o samba no terreiro (clareou)
Santa Clara clareou
São Domingo alumiou
vai chuva, vem sol
pra enxugar o meu lençol
source: https://www.letras.mus.br/mariene-de-castro/633172/
ai a minha dor merece, mais consideração
só porque não choro até parece
que eu não tô sofrendo de paixão
mas por favor num é isso não
a minha dor não aparece
pra não alimentar essa ilusão
por dentro a minha dor é só uma prece
a suplicar que ela regresse
pra aliviar meu coração
só quem dá sinal de rendição
vai duvidar de quem padece
por não querer chorar em vão
porém se encontro a dor
que me entristece
o meu sorriso prevalece
eu de sorrir não abro mão
ai minha dor
vá cuidar de sua vida
diz o dito popular
quem cuida da vida alheia
da sua não pode cuidar
-
negro cantando samba
era coisa feia
esse é negro é vagabundo
joga ele na cadeia
hoje o branco tá no samba
quero ver como é que fica
todo mundo bate palma
todos podem tocar cuíca
-
negro jogando pernada
negro jogando rasteira
todo mundo condenava
uma simples brincadeira
e o negro deixou de tudo
acreditou na besteira
hoje só tem gente branca
na escola de capoeira
-
negro falava de umbanda
branco ficava cabreiro
fica longe desse negro
esse negro é feiticeiro
hoje o preto vai à missa
e chega sempre primeiro
o branco vai pra macumba
já é babá de terreiro